quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Calor no rosto.

Well..... Esse negócio de doença é uma coisa complicada; felizmente a gripe suína, assim como a “dança do quadrado”, já saiu de moda, mas não para todos, nós o hipocondríacos somos verdadeiros saudosistas nesse assunto de relembrar e até mesmo inventar doenças, o que explica eu estar com dores nos ovários semana passada, rsrsrsrsrsrsrs
Mas nem tudo são pedras, pensando nesse assunto escrevi (depois de muito tempo) um novo texto.
Divirtam-se!

Calor no rosto.

Quando entrou, a mulher perecia descontrolada.
---Estou nas ultimas!!!
---Calma, solicitou Dr. Sandro Callandra.
A mulher não obedeceu. Num histerismo preocupante começou a tirar a roupa, mostrando feridas inexistentes e mazelas prováveis. Falava alto e muito rápido. Dr. Callandra não conseguia acompanhar os sintomas que ela expunha.
---Isso, doutor, não pode ser câncer?
---Bem...
---Veja como esta escuro em volta, será um melanoma? Eu tenho pavor de câncer doutor. E o pulmão?
Examine!
Tirou a blusa e o sutiã para que doutor Callandra encostasse o ouvido nas suas costas.
---Seu pulmão – começou o doutor...
---Se eu ainda tiver pulmão. E a disritmia? Tem hora que o coração parece ter parado. Fico fria, o braço dormente, braço esquerdo; ESQUERDO, frisava, é o coração, né? Quais são os sintomas de infarte??
---Bem, o infarte....tentava inutilmente o doutor.
---Deve ser, deve ser ameaço!
---A senhora esta nervosa.
---E deveria estar calma? E os rins, que não funcionam direito? E nem falo da cistite que não me dá um dia de sossego.
Tirou a calça para mostrar as varizes que lhe subiam tornozelos acima.
O doutor, muito paciente, fazia o que ela mandava.
---Aperte aqui.
Ele apertava.
---Veja aqui.
Ele via.
---Empurre aqui.
Ele empurrava.
Auscultou, pressionou, observou tudo com uma calma que já irritava a mulher, que a esta altura já vestia somente os sapatos.
Deitou-se na mesa, para um exame mais detalhado.
Dr. Callandra fez.
---Pode se vestir.
---Mas o senhor nem examinou o meu baço.
Dr. Callandra foi ate o bebedouro e encheu um copo com água, mexeu com uma colher e deu para beber, o mexer de colher lhe soou tão bem que até deixou a água com um forte gosto amargo.
---Vista-se.
---O que o senhor me deu para beber? Me sinto melhor.
---A senhora esta nervosa demais.
---Se fosse só o sistema nervoso, era ótimo, eu tomava uns sedativos e pronto, o estado geral é que é o drama. Devo me internar? Diga doutor, preciso de cirurgia? Me diga doutor, o que eu faço?
---Procure um medico.
---Heim?
---Eu sou contador. O Dr. Paulo, que tinha consultório aqui mudou-se para a rua XX de novembro.
Daí, ela apressou-se a vestir a roupa, dos sintomas, ficou apenas um forte calor no rosto, grande indício de uma falta de noção crônica.

8 comentários:

suh... disse...

Aaah eu gostei, boa sacada! Ótima crônica. =)

Diego disse...

ahauahauauha

ta bom

putz lembrando a suina né?? oq que deu?? ela se perdeu na amazonia?? ou ela ta festejando o RIO 2016???

Jayne disse...

haushaushaush
ta, esse eu li inteiro!
Muito bom o teu conto rsrsrrs
continue assim=D

Diego disse...

Taba, meu velho, esse seu blog ja foi como "merenda de escola" de tao procurado, agora ele esta mais pra "puta em semana santa"..

oque sera que ta acontecendo???

Diego disse...

Cade a atualização dessa baiurca??

Guido disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guido disse...

oi, nao eh vc a estrela dakele filme documentario sobre o Zé do Caixão??

filmãão hein Taba,tu é uma estrela
ksapksapkskssoa

Diego disse...

o Tabajara as vezes parece aquele cara o Kid vinyl..

isso me da "tic-tic nervoso, tic-tic nervoso, tic-tic nervoso"